O caso mais falado do ano foi o processo da Stratasys, uma das maiores fabricantes de impressoras industriais, contra a Bambu Lab, a marca que popularizou as impressoras de secretária rápidas e a várias cores.
Em setembro de 2026, um júri federal no Texas, nos Estados Unidos, concluiu que as impressoras das séries X1, P1 e A1 usam quatro patentes da Stratasys. Entre elas estão a torre de purga das impressões a várias cores, a forma de gerar o percurso de cada camada e a deteção da força no nivelamento da mesa. A indemnização ficou em cerca de 27,6 milhões de dólares, mas o tribunal não proibiu a venda das impressoras. A Bambu Lab já anunciou que vai recorrer.
Na Europa a história foi outra. Em abril de 2026, o Tribunal Unificado de Patentes, em Haia, recusou o pedido da Stratasys para travar a venda da nova Bambu Lab H2C. A decisão vale para os países abrangidos por este tribunal, incluindo Portugal.
O que muda para ti? Para quem encomenda peças, nada. As impressoras continuam à venda, os materiais são os mesmos e as tuas peças são feitas da mesma forma. O caso mostra, isso sim, que muitas tecnologias que hoje parecem banais nas impressoras de secretária vieram da indústria, e que o setor ainda está a decidir quem é dono de quê.